sexta-feira, 22 de julho de 2011


Somos

 essencialmente

 livres 

e

 inexoravelmente

 cativos

 marionetes 

dos

 deuses

 criados 

por 

nós 

mesmos 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

¿e quando...?!


E quando o medo se vai...?!

E quando eleva-se o desejo...?!

E quando o tempo desacelera...?!

E quando nada tem sentido...?!

E quando tudo é intuição...?!

E quando sentimentos se dissolvem...?!

E quando só há duvidas...?!

E quando dói...?!



É aí que sinto aroma de vida. 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Relacionamento : Arte de lembrar e esquecer – Parte 2

 Lembrar somente não será suficiente para que a relação dure muito tempo. Como tudo na vida, precisamos ter flexibilidade e habilidade para sabermos a hora e o tempo das coisas e, também, saber que a vida não é tão linear como parece, é preciso saber esquecer também. Descobri isso quando li que a memória é o estômago da mente. Para ali vão às comidas mais variadas, umas saborosas e de digestão fácil, outras amargas e impossíveis de serem digeridas. Quando isso acontece, o corpo se contorce e enjoa, e coisa alguma é capaz de fazê-lo feliz. Até que o próprio corpo se aplica o remédio, vomita, e assim se livra da comida que o fazia sofrer. Memória, estômago: há nela coisas que precisam ser vomitadas, para que corpo possa de novo se alegrar. Pois o esquecimento é a memória vomitando o que faz o corpo sofrer. 

É preciso esquecer para poder ver com clareza. É preciso esquecer para que os olhos possam ver a beleza. As Sagradas Escrituras contam a saga da mulher de Ló. Deus permitiu que o casal fugisse das cidades amaldiçoadas de Sodoma e Gomorra sob a condição de que não olhassem para trás, enquanto o fogo do céu as consumia. A mulher não resistiu à curiosidade, olhou para trás, e foi transformada em estátua de sal. Quem fica com os olhos fixados no passado de forma totalitária, se torna incapaz de ver o presente. E quem não tem olhos para o presente está morto.
Alberto Caeiro diz que o essencial é saber ver/ uma aprendizagem de desaprender/ Saber ver sem estar a pensar/ Saber ver quando se vê/ Ver com o pasmo essencial que tem uma criança, ao nascer/ Sentir-se nascido a cada momento/ para a eterna novidade do mundo... 
O desafio que esta diante de nós é o de sempre aprender um com o outro, e conseqüentemente com a vida. Repetindo uma palavra que amigo meu gosta muito de dizer; sejam ensináveis. Aprendam novamente e, quem sabe, desaprendam para aprender. Ouçam o conselho de um sábio escritor que disse: Tomem um banho. Deixem a água correr pelo corpo... Sentir os detritos do passado se despregando, e entrando pelo ralo. Recuperar o corpo sem memória da criança, para ver o mundo como se fosse à primeira vez... 
Li uma parábola de uma casa que tinha sido pintada inúmeras vezes e, que quando se raspava uma camada de tinta iam aparecendo outras e mais outras, até chegar à pintura de origem. Assim somos nós, cheios de camadas de pinturas que a vida nos impõe. Precisamos ajudarmos mutuamente a tirar as camadas um do outro, para de fato saber quem somos, pois tenho certeza que gostaremos de nos conhecermos na essência. Somos criação de Deus, com capa cascuda do mundo, cheios de preconceitos, artimanhas e maquinações que camufla a nossa beleza interior. 
Entendam que o passado determina o futuro, mas não no sentido de ser repetido, mas lembrado, ou quando necessário esquecido. Acredito que todos nós temos muitas coisas que gostamos de lembrar, e algumas que queremos esquecer para seguir em frente. Assumindo ou não, sempre será assim. Esquecer, podemos considerar como um conjunto de Rés, parecendo uma nota musical: Ré - fazer, ré - pensar, ré – analisar, ré – conhecer, ré – construir, e até mesmo perdoar, o que muitos de nós precisamos aprender novamente a fazer, e sempre precisaremos disso. 
Dito tudo isso, digo a todos que vão em frente, sejam felizes. Amem-se, vivam. Não sejam tímidos, pois como diz o ditado: O amor é lindo, ou seja, torna tudo lindo. Não aceitem conselhos pessimistas, principalmente de quem acha que sabe alguma coisa, pois estamos todos neste mundo de meu Deus aprendendo, sempre aprendendo. Sei que sabemos o que precisamos esquecer e com certeza não será do outro, pois a saudade não deixará. Segundo Ruben Alves: No buraco da saudade mora a memória daquilo que amamos, tivemos e perdemos: presença de uma ausência.
Para concluir, peço que vivam intensamente, vivam o que Drummond chama de Inconfesso Desejo,ler poesia, pois o tempo urge, foge. Como já dizia o tio de um amigo meu: 
Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será. R. Alves
Isso aqui só foi um dos meus devaneios, tenho isso de vez em quando, e encontrei um doido que teve coragem de publicar... Rsrsrsrsrsrsrs. Saibam que não é nenhum texto bem elaborado para ser publicado, e sim um diário pessoal, ou era né? Quem sabe uma homenagem a você do dia dos namorados?! kkkkkkkkkk.


Jefinho Silva

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Relacionamento: Arte de Lembrar e Esquecer - Parte 1

 O acontecimento milagroso de Jesus em um casamento marca o início de suas ações miraculosas, e, constantemente nos lembramos dele quando estamos diante de tal acontecimento. A Bíblia nos desafia a sempre nos lembrarmos dos atos do passado para trazer luz aos acontecimentos do presente, confesso que gosto muito dessa face bíblica. Lembro-me agora da celebre frase de Jesus ao celebrar a ceia; Fazei isto em memória de mim, ou seja, lembrem-se.

Lembre-se também que Jesus foi um dos convidados para esta festa. E ele não somente se divertiu com os noivos, mas, foi fundamental na manutenção da relação, ou seja, se vocês convidarem Jesus para a festa de casamento de vocês, digo a relação, ele estará disposto a transformar novamente a água em vinho quando necessário para que esta festa não acabe. 

No casamento, ou na relação, o processo não deve ser diferente. Posso imaginar as sagradas escrituras da vida dizendo para dois que se amam; lembrem-se. Lembrem-se do dia em que se conheceram; lembrem-se do dia em que descobriram que havia um pouco mais em vocês dois do que somente amizade; lembrem-se do primeiro beijo; da primeira saidinha; lembrem-se da primeira declaração de amor; lembrem-se da primeira promessa; lembrem-se dos momentos que passaram juntos; lembrem-se do olhar que disse o que um significava para o outro; lembrem-se um do outro; Esta aí o primeiro desafio. 

Abro um parêntese para falar sobre o olhar. Segundo Ruben Alves, nós “amamos uma pessoa não pela beleza que existe nela, e sim pela beleza nossa que aparece refletida nos olhos dela” (Rubem Alves).

Gosto de contar casos, que é um jeito de dar aos outros pedaços da minha vida que o tempo já matou e enterrou, mas que a maga memória faz ressuscitar. Disse Adélia Prado: Aquilo que a memória amou fica eterno, e eu não me canso de repetir. A memória é a presença da eternidade em mim. 

Ainda falando de memória, certo homem na Bíblia disse que é nela que moram os segredos da vida e da morte. O povo de Israel é conhecido como um povo que anda pra frente, mas olhando para trás, pois eles não cansavam de repetir; O Deus que nos tirou da terra do Egito, da terra da escravidão; O Deus de Abraão, Isaque e Jacó; O Deus que fez... Tudo isso, nada mais é do que lembrar-se para seguir adiante.

Enfim, o desafio de lembrar-se esta diante de nossos olhos, da vida, do relacionamento, enfim, de tudo. Lembrem-se, lembrem-se, e lembrem-se. rsrsrsrs

[Continua...]

Jefinho Silva

sexta-feira, 27 de maio de 2011

“Sine Cera”

Segundo o Dicionário Universal da Língua Portuguesa, a palavra sincero vem do latim sinceru, (puro) e quer dizer “verdadeiro; que diz francamente o que sente; em que não há disfarce ou malícia; leal; simples.”
Etimologicamente, a palavra vem de sincera, que é a junção de duas outras palavras do latim, “sine cera” e foi inicialmente utilizada pelos romanos. Isso porque os artesãos ao fabricarem vasos de barro, muitos rachavam-se e para esconder tais defeitos, era usando para tal uma cera especial. “Sine cera” queria dizer “sem cera”, que era a qualidade esperada de um vaso perfeito, muito fino, que deixava ver através de suas paredes aquilo que guardava dentro de si. O vocábulo sincero evoluiu e passou a ter um significado muito elevado. Sincero, é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não oculta, que não usa disfarces, malícias ou dissimulações. Aquele que é sincero, como acontecia com o vaso, deixa ver através de suas palavras aquilo que está guardado em seu coração, sem nada temer nem ocultar.
Sinceridade e autenticidade sempre foram como íma a me atrair às pessoas. O aroma dessa virtude me é inebriantemente afável.
Encantam-me as pessoas que se embrenham pela vida e a experimentam como alguém que pesquisa sabores, descobre novos paladares, novas sensações... Sim, reconheço, torno-me facilmente fã daqueles que mesmo diante de incontáveis experiências e profundo conhecimento prático e teórico fruto de um espírito motivado pela incessante busca do saber viver, mostram-se cheios de duvidas, receios e incertezas... Dou facilmente a mão para caminhar sobre o entulho das desconstruções provocadas pelas novas descobertas e constantes metamorfoses dos corajosamente instáveis.
Porém, tem ainda mais eco em mim, o desabafo dos reconhecidamente equivocados. Aqueles que dizem: Caramba... Acho que entendi a fórmula, porém errei na dosagem!!!
Creio que para evitar ou contornar sérios transtornos em nossa jornada, precisamos antes de tudo tirar a cera (“sem cera”) de nós mesmo, trata-se de uma auto-sinceridade. Reconhecer as reais possibilidades dos enganos, das distorções de valores essencialmente adequados, todavia mal interpretados sutilmente para legitimar anseios submersos na alma e ter coragem de dialogar com nossos demônios interiores travestidos de anjos ternos.
Descobri que há um sentimento que pode ser excelente catalizador para forjar O encontro face-a-face do Eu X Eu’s; o nome dele é constrangimento. Estou falando do constrangimento construtivo que pode ser gerado de duas formas. A primeira é diante da perplexidade e dor do outro causada por nós; a segunda e ainda pior que a primeira é perante o acolhimento e compreensão do mesmo sobre nós.
É aqui que você descobre o que me ensinou um grande amigo numa dessas mesas redondamente saborosas e significativas. Ele disse: “Léo, não existe base teórica alguma, que legitime um comportamento que traga sofrimento ao outro”. M. F.  
Quem pensa o contrário, pode ter perdido a sinceridade consigo mesmo, ou pode estar sinceramente enganado.
Léo Dias.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Do meu silêncio


Quando

 o 

fim

 é

VIDA,

 é

 possível

 enxergar

 beleza

 num 

dia

 de

 chuva,

 se

 encantar

 com

 o 

fechar-se

 de

 uma

 flor

 e 

ouvir

 no 

silêncio

 as

 melodias

 compostas

 pela

 alma.  

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Senhora Liberdade

Minha inspiração pra escrever muitas vezes parte dos meus dilemas e momentos de decisão. Por isso, hoje tô afim de hablar sobre liberdade; mas confesso que pautar qualquer vírgula sobre esse assunto é um exercício tão complexo que eu já apaguei dois insights anteriores tentando introduzir este tema.

Logo percebi que a dificuldade se dá devido ao fato de saber que sempre que esta senhora entra em cena, começa-se uma “brincadeira” de cabo de guerra onde dois lados guerreiam para ter a madame a seu favor.

De um lado os defensores da “ética, moral e dos bons costumes”, puxam indelicadamente o braço da dama afirmando que se a mesma veio para o baile, ela só pode dançar com um moço distinto, bem trajado e alinhado. Já o outro lado, com não menos agressividade, puxa o outro braço da coitada afirmando que a moderna senhora dança com todos e em qualquer ritmo. 

Lembrei-me agora de dois grandes dançarinos que bailaram em ritmos diferentes com a mesma dama. Se de um lado Sartre disse que “ser-se livre não é fazermos aquilo que queremos, mas querer-se aquilo que se pode”... Por outro Gandhi afirmou que “de nada vale a liberdade se não temos liberdade de errar”. Eu poderia citar alguns amigos blogueiros aqui que também tem distintas opiniões formadas a respeito desta senhora, mas não vou fazê-lo pra não assumir partido.

Mas antes que seja tachado de covarde quero deixar bem claro em que cadência eu entro na roda com essa habilidosa bailarina.

Na verdade eu sou de todo mundo sem ser de ninguém, dessa forma no final todo mundo é meu também.

Intuo que a dona liberdade dança com e na vida e seu convite é sempre que nos tornemos pessoas melhores independente de erros e acertos; na verdade pra ela nem existe essa bifurcação, o que existe é a jornada, o caminho, que pode ser encontrado ou inventado.    

Sendo assim, penso que está totalmente des-ritmado tanto quem fazendo uso dessa virtude, desumaniza-se com atitudes sórdidas que conseqüentemente coisifica o outro; quanto quem acha ser dono da verdade por caminhar por trilhos pré-definidos e aparentemente seguros, mas que no final das contas minam seu desenvolvimento como ser-na-existência.

Liberdade pra mim é poder cogitar diversas escolhas, existentes e inexistentes, apesar do peso do concreto do verdade/mentira, certo/errado já sedimentado na história.

Mas como disse Cecília Meireles, "liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda". Então espero que você tenha entendido o que eu não sei explicar. (risos)...

Apesar disso tudo, me tranqüiliza saber que a senhora liberdade não é tão exigente quanto eu sou a mim mesmo, ela dança também com desengonçados e desajeitados como eu. A sua única exigência, é que para não pisar no seu pé, se escolha o compasso certo, e seja em que ritmo for  que seja sempre na cadência do amor.



Léo Dias.
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